terça-feira, 8 de abril de 2008

A Arlindo Vicente.

Nesta praia obscura, onde todos os heróis pereceram
demasiado cedo,
quantos homens nunca ousaram
enfrentar a noite, a incógnita e o medo?

Quantos homens nunca lutaram
para se fazerem livres?
Quantos homens nunca gritaram
mais alto que tigres?

Quantos homens há
que nunca levantaram um dedo
na mais alta e incógnita noite?
Quantos mais homens Deus fará
que se aconchegam no medo,
sem que nada de si se afoite?

Quantos homens nunca serão
mera infiel cópia do que desejariam
ser?
Quantos homens nunca saberão
o que poderiam
mais fazer?

Arlindo não!
Arlindo foi Homem, porque se soube realizado.
Foi Homem, porque soube mais alto que os demais, se erguer.
Foi Homem, porque nunca cedeu a arrastar-se no chão.
Foi Homem, porque nunca se arrebatou pelo poder.
Foi Homem, porque nunca se deixou ser pressionado!

Tomou-lhe o gosto. E foi o que precisava ser.
Diferente.
Este Homem. O Homem a quem chamaram Vicente.

2 comentários:

sinhã, a. disse...

Um super-homem. :-)

Alexandre Fonseca disse...

http://www.museusaopedro.jb.pt/arlindovicente/index.htm
mais informaçoes sobre a vida e obra de arlindo vicente