segunda-feira, 7 de julho de 2008

Espera.

Falhei o único objectivo
que alguma vez tive.
Por que vive quem vive
como eu assim vivo?


Talvez só me persuada
de sequer ter querido!
Rastejando por sentido
Prisioneiro do meu nada.

Sou o que nunca serei!
Fiz o que tinha a fazer
Dói apenas não saber
se estou certo ou errei.

(Quem espera assim
rapidamente desespera.
Porquê se toda a espera
tem o mesmo fim?)

Um comentário:

AnaBárbara disse...

Espera... pois, o paradoxo tradicional "quem espera desespera" e "quem espera sempre alcança"

Muito bonito o poema! ;)