terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O tempo.

Perco tempo
por tudo e por nada.
Podia ser o maior do mundo
Podia ir à Lua,
ganhar mil campeonatos
escrever mil livros,
ter mil mulheres
e pelo meio, ainda, fazer a revolução
Com todo este tempo, que me enfastia
de tanto e tão mal ocupado ser.

E perco-o,
(se é que é possível perder uma coisa
que se agarra a nós, qual gangrena...)
das maneiras mais ridículas!
Escrevo destas coisas sem sentido,
olho as pessoas na rua,
perco-me na porcaria do telemóvel
leio tudo o que não tenho que ler!
(A televisão vai-me esvaziando de mim.)
E pergunto-me, se
pedi este tempo todo.
Se sim, quero requisição
para devolver.

Tempo, deixa-me descansar
de mim...

Um comentário:

Confúcio Costa disse...

Poderia, até, afirmar que falar do tempo é pura perda de tempo. Mas, infelizmente, não tenho tempo para isso.

Grande abraço.