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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ditadorzinho.

É um daqueles seres provincianos
(no sentido de ser iletrado, sem cultura)
com poder para coisa nenhuma, com danos
sem engano, e cargo por ganância e usura!

E eu pergunto-me por quantos mais anos
Por quantos mais anos, esta amargura
de ver um reles aprendiz dos antigos tiranos
a fingir-se perito na sua reles a dita, a dura!

E se o ditadorzinho ficar irado, possesso!
Mesmo que me instaure uma queixa, um processo
Mesmo que me fique com os meus últimos cobres

Mesmo que me faça quebrar até aos cacos
Não, não serei mais um dos pobres...
Não, não serei mais um dos fracos!...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Soneto do trabalho.

Vamos, vamos companheiros! Levar
mais alto o nome de Portugal!
Vamos, vamos criar, lutar, e amar!
e fazer deste povo imortal!


Vamos, vamos erguer a distância
conquistar a terra e o outro mar!
Navegar movidos de ambição e ânsia
É preciso nunca deixar de sonhar!

Vai ser difícil, mas feitos de nobreza
não penaremos na amargura e na tristeza
E levaremos Portugal ao infinito!

(Que voz é que fala de dentro de mim
e me diz que são tudo balelas sem fim
de fraco contento para um povo triste e aflito?!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mijando ao Mondego.

Encontrava-me, certo dia, mijando ao Mondego
Celebrando como os outros, a Deusa Minerva
Oh e quão belo, sincero e sagrado sossego
Que senti naquele momento de leda soberba


Mas de repente, já pensando, oh desassossego

d´alma, que havia por contente
. Quanto me enerva
ver os que louvando à Deusa, tamanho desapego

lhe demonstram, preterindo-a por Baco e pela treva

Lamentei a muito má fama e muito triste sina
dos que vivem por contentados, esquecidos do céu
não esperando mais que a parca virtude divina.

E que vivendo na muito nobre cidade do Conhecimento
Deviam por mais ainda, ambicionar como Prometeu
Mas que vivem desperdiçando sua arte e seu talento!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ao Professor.

Tu que me ensinas! E eu que não sei nada...
Preparas-me, e fazes-me completo e inteiro.
Capaz, enfrento o que resta da caminhada.
Porque a vida é mais bela, se o maior mealheiro

For feito de pensamento enorme, e imaginação alada.
Obrigado professor, meu terno companheiro
Por todas as carícias de luz doce e abençoada!
(Que me fazem perceber o porquê deste nevoeiro...)

Professor, continua a transformar o Mundo.
Dando a maior e mais nobre das dádivas
E tornando o fruto que brota da mente mais fecundo.

E mesmo não sabendo nada, eu te agradeço.
(Por entre amores, saudades, crises, e lágrimas...)
Sei que tudo o que me deste não tem preço.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A indiferença-Bertold Brecht

(Há um episódio nos Simpsons,em que certa proposta de lei é rejeitada por apenas um voto.
Marge pergunta ao Homer porque não foi votar e ele responde : -O meu voto não ia fazer diferença nenhuma.
Achamos sempre que nunca podemos fazer a diferença.Porquê?

Em 1933, Hitler chegou ao poder, democraticamente, porque os votos na Esquerda alemã se dispersaram.

Fazer a diferença dá trabalho,e pode ser um "luxo". Mas é um luxo de que não podemos abdicar. )

"Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres,
mas como
Nunca fui religioso,
também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde."