quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(Re)lendo a Dobrada à moda do Porto.

Ler este poema não é ler este poema
É ler-me a mim quando lia este poema
É ler-me agora que leio este poemae já não o sinto.Com quantos Álvaros de Campos
não me
cruzo a caminho de casa?
Com quantos bêbedos aprendizes

- porque se aprende sempre -
não escreveram (escrevem!) odes mais luminosas,
poemas mais em linha
recta que Álvaro de Campos?Esta fatalidade que me fazia chorar, sofreré a mesma fatalidade que agora me faz rir.
Ó poeta bêbedo, o álcool não é solução de nada!


3 comentários:

mikael ar canjas disse...

Muito padece quem lê

Mais padece em Agosto

Quem na dobrada vê

a ausência de desgosto

e podia ser peor

Cristina disse...

certezasdeincertezas.blogspot.com

Colecionadora de Memórias disse...

Gostei muito, exceto pela frase final, que dado o com-texto, soou redundante.
Continue, :)