terça-feira, 1 de julho de 2008

Noite.

Depois de quilómetros de solidão por mares de asfalto,
no negrume solidário da noite

Sento-me abeirado ao passeio cinzento, e
apercebo-me que não estou sozinho
quando um carro encadeia os meus
olhos castanhos descrentes, verdes
sem esperança.

-Um gato que mia-

(Extenua-me o cansaço de não me cansar.)

Voar como super-herói,
ao olhar para o Céu estrelado
como a gente da cidade não o
conhece...